Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

ISTO É... RICARDO SÁ FERNANDES, O ADVOGADO



Quando não ganham na justiça dos Tribunais, aquela que num dia é quase perfeita e noutro quase feudal, tentam ganhar na pior justiça... a popular.
Este senhor doutor advogado, como tantos outros, que até defende alguém já condenado em 1ª instância pela prática do crime continuado de pedofilia, vem agora transbordar moralismos e criticar com todas as letras a decisão do Tribunal de Lousada.
O caminho legal a seguir ele bem sabe qual é, mas perante um cenário desfavorável como o de hoje, antes de um recurso para o Tribunal da Relação, apresentou-se perante a bancada do povo, tantas vezes ignorante pelo desconhecimento evidente do mundo das leis, de forma a atenuar e a justificar, mais do que a de uns pais afogados na dor do desaparecimento de um filho, a derrota do próprio advogado.
Esta é a hipocrisia de alguém, imagem de tantos outros da classe, que antes de mais deveria ter uma atitude pedagógica perante a opinião pública, mas que, perante a derrota no jogo judicial e a própria ignorância pessoal que caracteriza outros, optou por um desrespeito ao próprio sistema de que faz parte e de que tantas outras vezes se serve para o protagonismo e populismo que o caracteriza, sem esquecer os magníficos euros que a classe a que pertence, uns mais do que outros, ganham, muitas vezes sem saberem ler nem escrever.

Quarta-feira, 15 de Fevereiro de 2012

(DES)INFORMAÇÃO...


É a fobia de querer ser o primeiro a dar as notícias que leva muitas das vezes os órgãos de comunicação social a perder a credibilidade junto da comunidade. Querem informar sem investigar! Mais grave fica quando é uma agência noticiosa a entrar neste tipo de desinformação. Não podem é agora sacudir a verdadeira responsabilidade de um mau serviço que prestaram, com a agravante de caluniarem a postura de uma pessoa e as cores de um clube, e "ameaçarem" com a divulgação da fonte da notícia. Asneira sobre asneira! Devem sim um pedido de desculpas aos lesados e o reconhecimento pelo mau jornalismo que exerceram.
Os tempos que correm são uma imagem muito real da falta de humildade que se vai assistindo nos agentes de informação. A liberdade, nem que seja a de imprensa, também tem limites e não pode ser usada só porque, como neste caso, informar é preciso.

Segunda-feira, 13 de Fevereiro de 2012

A MINHA RÁDIO...



Os anos que já passaram não me deixam lembrar porquê, nem tão pouco por quem, a rádio passou a fazer parte da minha vida.
A praxe aconteceu na Rádio Escala, uma das ditas piratas que não passou disso mesmo. Foi nessa estação emissora, com estúdios ao cimo da Rua do Comércio, em Viseu, que o "bichinho" da rádio veio para nunca mais fugir. "Onda Mágica" foi o primeiro programa de autor que, em dupla com a prima Helena Correia, realizava e apresentava ao fim da tarde de sábado. Um programa, como tantos outros, mas era o primeiro. A música da época era dona e senhora do programa, que na 2ª hora, num total de duas, era, por "imposição" da prima, exclusivamente dedicada à música francesa. Lembro-me, como se fosse hoje, que o programa até teve direito a cartaz nas instalações da rádio. Um luxo para quem estava a viver um sonho!
Ou porque o dinheiro ou os projetos falharam, a Escala, a primeira que me deixou ligar pela primeira vez o microfone, não conseguiu dar continuidade às emissões ainda antes do Estado obrigar à legalização.
Fiquei com um vazio de emoções, fiquei sem a minha rádio, fiquei órfão do meu "bichinho".
Mas se a Rádio Escala não conseguiu chegar à adolescência, outras seguiram em frente... legalizadas.
Eu que teimava em manter o sonho da rádio na minha vida, não desisti de encontrar outra frequência. Aconteceu na Noar, também em Viseu, onde a magia da rádio podia continuar. Foi nesta rádio, recentemente enterrada pelos euros de uma lei da rádio feita à imagem dos barões da comunicação social, que aprendi a escutar, a olhar, a apreender, foi nesta rádio que cresceu mais ainda o "bichinho", aquele que também, por culpa própria, me afastou dos livros de economia da universidade, mas que me deu a oportunidade de conhecer gente magnífica, gente para uma vida, gente que mantinha o sonho da rádio, agora, muitas delas, apenas no álbum de recordações.
Entre a Rádio Noar "pirata" e a legalizada aconteceu ainda a Rádio "Expresso Fm", em Canas de Senhorim, num projeto que assumi como o primeiro como profissional a tempo inteiro, mas que rapidamente se ficou por isso mesmo. Foram nove meses com uma equipa de profissionais, na sua maioria, já conhecidos de outras andanças radiofónicas, com condições de trabalho magníficas, com estúdios que faziam inveja a algumas rádios de âmbito nacional, mas com o tempo contado. O investimento cheio de ambições foi demasiadamente arriscado.
A ExpressoFm ficou para trás, assim como a ambição da rádio como profissão ficou definitivamente esquecida. Cheguei à conclusão, válida ainda hoje, que grande parte dos que administravam as rádios locais estavam a servir-se da própria rádio para auto promoção e que muito poucos sabiam muito pouco sobre o assunto.
De regresso à minha rádio de sempre - Noar - na época pós legalização, tive a sorte e a honra de poder partilhar e assimilar o ensinamento de uma maneira diferente de fazer rádio com uma equipa comandada por António Figueiredo, diretor da Noar até ao seu recente funeral. Muitos outros lhes fico grato para sempre pela oportunidade que me deram em poder ter partilhado a rádio com eles.
Foi neste grupo de radialistas, do qual também fiz parte, que tive a noção que isto das rádios locais serem tão profissionais como as de âmbito nacional era uma realidade. O espírito de grupo e a carolice continuava a ser fundamental num projeto cheio de adrenalina, mas de muito profissionalismo.
Na rádio fiz um pouco de tudo, um pouco do que caracteriza a carolice das próprias rádios locais. Desde a realização e apresentação de programas, coordenador, realizador e apresentação de programas desportivos, uma ou outra passagem pela sonoplastia, gestão de playlist, vendedor de publicidade, sei lá, toda a rádio me fazia bem, tudo o que significava rádio para mim era bom.
Só uma curiosidade que dá que pensar... As rádios por onde passei já todas elas fazem parte da própria história da rádio no distrito de Viseu. A força do dinheiro, ou tão somente a incompetência dos Homens, têm ditado um fim triste das rádios locais.
Tenho saudades da rádio, mas também tenho revolta de quem mal trata a rádio, um "bichinho" fácil de tratar quando se quer bem à rádio.
Até breve... rádio!!!

WHITNEY HOUSTON...


Foi das vozes que sempre me encantaram, que sempre estiveram comigo na rádio, que merecia envelhecer. Na história da música a diva terá certamente o lugar que merece. Obrigado WH!!!

Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012

"É triste vermos Viseu na 3ª divisão nacional" in presidente da AF de Lisboa

Quem sabe se os ditos academistas, aqueles que ainda não conseguiram engolir o fim do antigo CAF, voltem ao ativo, voltem a sentir o "novo" Ac. Viseu.
Pode ser moda este termo, mas, agora sim, deixem-se de pieguices e estejam presentes na vida do atual Ac. Viseu, o único existente!
Para os que outrora se serviram do Ac. Viseu para promoverem as suas marcas, terão hoje, porque ontem já pode ter sido tarde, a obrigação, pelo menos moral, para ajudarem o emblema mais representativo do distrito de Viseu. Todos nós sabemos quem são...
Alargando as mentalidades a um mundo em constante revolução económica, financeira e desportiva, porque não algum investidor que sinta o Ac. Viseu como um clube que, pela história que tem no futebol português,  tenha as condições para uma aposta mais concreta para se lançar nos campeonatos de topo!?!? Haja dinheiro vivo... mesmo que seja das arábias!!!